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  • 26/10/2026 11:23

Dia Mundial do AVC reforça importância da prevenção no Sul

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Neurologista da Hapvida alerta para sinais de emergência e cuidados em uma das regiões mais envelhecidas do país

Uma fala que se embaralha, um braço que perde a força ou um sorriso que fica torto podem marcar o início de uma corrida contra o relógio. Na Região Sul do Brasil, uma das mais envelhecidas do país, o alerta para o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ganha relevância diante da maior presença de pessoas idosas, grupo mais vulnerável à doença. Reconhecer os sintomas e buscar socorro imediato são medidas fundamentais para reduzir o risco de sequelas.

No dia 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, especialista da Hapvida chama a atenção para a prevenção e o atendimento de urgência como caminhos para reduzir mortes e sequelas.

No Rio Grande do Sul, foram registradas 7.306 mortes por AVC em 2024, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, divulgados em outubro de 2025. Para a neurologista da Hapvida Tiemi Thais Tomonaga, o número reforça a importância de agir rapidamente. “O diagnóstico tardio pode reduzir as possibilidades de tratamento adequado e aumentar o risco de sequelas permanentes, como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e até morte”, afirma.

Em Santa Catarina, de janeiro a setembro de 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou 2.404 atendimentos por AVC, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Nas Unidades de Suporte Avançado, a doença representou 24,5% dos atendimentos por causas neurológicas no período. Já no Paraná, um levantamento com dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, contabilizou 15.478 internações por AVC em 2024.

Segundo Tiemi, os sinais mais comuns incluem perda de força ou dormência de um lado do corpo, assimetria no rosto e alterações na fala, como dificuldade para pronunciar palavras ou nomear objetos. O início repentino dessas manifestações deve motivar a busca por atendimento. Mesmo alterações discretas ou que desapareçam espontaneamente precisam ser avaliadas.

A neurologista explica que nem todos os episódios apresentam os sinais mais conhecidos. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também merecem atenção. “Esses sintomas podem ser confundidos com labirintite, cansaço ou problemas musculares, atrasando o diagnóstico. O principal sinal de alerta é o início súbito de um sintoma neurológico novo, mesmo que seja discreto ou desapareça espontaneamente”, destaca.

As temperaturas baixas, presentes em diferentes períodos do ano no Sul, são outro ponto de atenção. De acordo com a especialista, estudos internacionais sugerem associação entre extremos de temperatura e aumento da ocorrência e da mortalidade por AVC, principalmente em pessoas acima de 65 anos. No AVC isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, essa associação aparece de forma mais consistente com o frio. A relação ainda não está totalmente esclarecida, mas pode envolver contração dos vasos e elevação da pressão arterial. “Este risco é, portanto, mais relevante em pessoas com hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, tabagismo ou doença vascular prévia”, explica.

A prevenção, porém, deve fazer parte da rotina em todas as estações e começar antes da terceira idade. Tiemi aponta hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo entre os principais fatores de risco. Praticar atividades físicas, evitar cigarro e consumo de álcool e manter acompanhamento médico para identificar e tratar doenças crônicas são medidas recomendadas pela neurologista, inclusive para pessoas mais jovens.

Diante de uma suspeita, a orientação é ligar imediatamente para o Samu, pelo telefone 192, e descrever os sinais observados. O Ministério da Saúde reforça que a rapidez no diagnóstico e no tratamento aumenta as chances de recuperação. Tiemi recomenda anotar o horário em que os sintomas começaram ou, caso a pessoa acorde com alterações, registrar quando foi vista bem pela última vez. Enquanto aguarda as orientações da equipe de emergência, não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria.

“Na neurologia, existe uma premissa fundamental: ‘tempo é cérebro’”, ressalta a médica. No AVC isquêmico, a interrupção da circulação compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao tecido cerebral. “Quanto mais tempo o cérebro permanece sem circulação adequada, maior pode ser a área em sofrimento e maiores as chances de sequelas permanentes”, conclui.

Sobre o Grupo Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.

Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

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