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  • 22/09/2026 11:29

Canoinhas mantém escolas para aulas e utiliza igrejas como abrigos durante enchente

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  • Divulgação -

As famílias que precisaram deixar suas casas por causa da elevação do rio Canoinhas estão sendo acolhidas em igrejas. Atualmente, 17 pessoas estão nos abrigos organizados pelo município com o apoio das igrejas: na comunidade São Francisco e na Assembleia de Deus, ambos no Campo d'Água Verde. 

A estrutura de acolhimento oficial foi planejada previamente pela Prefeitura. “Os espaços foram vistoriados pelas equipes municipais e, em julho, o município formalizou termos de apoio e ajuda com as igrejas que integram a rede de abrigos”, afirma a prefeita Zenilda Lemos. 

A definição dos locais faz parte do Plano de Contingência de Canoinhas, atualizado e aprovado pelo Grupo de Resposta e Ações Coordenadas (GRAC) neste ano. São nove abrigos cadastrados, sendo um deles específico para o atendimento de acamados. 

 As escolas aparecem como alternativa somente em caso de calamidade pública. “As escolas são o plano B. No atual cenário de emergência, as unidades de ensino permanecem destinadas às aulas, sem a necessidade de transformá-las em espaços de acolhimento”, reitera Zenilda. 

A preparação também envolveu as famílias que vivem em áreas historicamente atingidas. Antes da elevação do rio, equipes da Secretaria de Assistência Social passaram de casa em casa visitando moradores afetados pela enchente de 2023. Em maio, as equipes dos Centro de Referência de Assistência Social (Cras) estiveram em 286 casas orientando para que as famílias acompanhassem os alertas e, quando possível, buscassem previamente outro local para permanecer durante períodos de chuva intensa. O trabalho teve atenção especial aos moradores de imóveis alugados em áreas de risco.

“Preparar a família antes da emergência também é uma forma de proteção. A orientação ajuda o morador a tomar uma decisão com mais segurança”, explica o secretário de Assistência Social, Vilson do Nascimento.

A estrutura dos abrigos é acionada conforme a necessidade e acompanha a movimentação das famílias retiradas de áreas de risco. O planejamento busca reduzir os impactos da enchente e organizar a resposta do município, preservando também serviços essenciais, como a educação. “Não conseguimos impedir uma enchente, mas podemos nos preparar para proteger as famílias e manter os serviços essenciais funcionando”, afirma a prefeita Zenilda Lemos.

Outras ações de prevenção realizadas pelo Município também postergaram a retirada de famílias, como a limpeza de valas e valetas, especialmente na região da Vila Verde.


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