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  • 21/09/2026 11:27

Centro de Intervenção de Canoinhas muda a rotina de famílias atípicas

Ver o filho subir um degrau. Para a manicure Ariele de Fátima Kucarz, está é uma conquista de vida que traz esperança e conforto ao coração. 

O filho Davi, de 9 anos, é autista grau 2, TDH e foi diagnosticado com distrofia muscular de Duchenne; uma doença genética e incapacitante, que causa degeneração progressiva dos músculos. Ele é atendido no Centro de Intervenção Multidisciplinar (CIM) de Canoinhas, onde realiza sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e atendimento educacional especializado. 

“Desde que ele entrou aqui ele é outra criança. Faz um ano que ele está aqui e ele melhorou muito. Tinha um degrau para entrar em casa e eu precisava levantar o Davi. Hoje ele consegue subir sozinho. Na parte motora e também social ele melhorou muito”, comemora Ariele.

Davi é uma das 501 crianças que são acompanhadas no centro por uma equipe formada por mais de 40 profissionais. 

Há pouco mais de um ano, Canoinhas decidiu dar um passo além no atendimento às famílias atípicas.  Em abril de 2025, começavam as atividades do Centro de Intervenção Multidisciplinar, uma iniciativa criada pelo município para reunir, em um mesmo espaço, atendimento nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Desde então, o Centro se consolidou como uma fundamental política pública para crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. O município também assumiu um investimento expressivo para garantir o funcionamento do serviço. 

O CIM atende crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), além de outras demandas relacionadas ao desenvolvimento infantil.

A proposta nasceu como uma iniciativa piloto e inédita no município e em Santa Catarina, com a compreensão de que o atendimento às crianças precisa ir além de uma única área. Ao integrar profissionais e serviços, o Centro permite que diferentes necessidades sejam observadas de maneira conjunta, considerando a criança e também o contexto em que ela está inserida.

Na prática, são profissionais trabalhando para ampliar possibilidades de desenvolvimento, autonomia, comunicação, aprendizagem e socialização.

A decisão de criar e manter o CIM representa uma escolha de gestão: Canoinhas decidiu investir nas famílias atípicas e assumir um protagonismo que vai além da simples oferta de encaminhamentos para a rede estadual de atendimento.

Para a prefeita, os resultados alcançados desde o início das atividades mostram que a decisão de investir em uma estrutura própria foi acertada. “Quando vemos uma criança avançando, uma família encontrando apoio e novas possibilidades surgindo, percebemos que esse investimento tem um valor que vai muito além dos números. É uma política pública que está mudando vidas”, destaca Zenilda.

A procura pelo serviço cresce a cada dia, acompanhando também o aumento da busca das famílias por diagnóstico, acompanhamento e terapias especializadas. “Estamos trabalhando para ampliar gradualmente o alcance do CIM e garantir que mais crianças tenham acesso ao atendimento necessário”, garante a prefeita Zenilda Lemos.


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