Conheça um dos nomes por trás de fraude imobiliária de R$ 90 milhões no Litoral de SC
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Reprodução/MPSC/Divulgação/ND - Bruno Fabbriani é um dos nomes por trás de fraude imobiliária de milhões
Operação "Black Flow" investiga suposto esquema de fraude imobiliária e cumpre mandados em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo
A B. Fabbrini Incorporadora foi identificada como uma das empresas investigadas por um suposto esquema de fraude imobiliária que teria causado um prejuízo estimado em R$ 90 milhões em Itapema, Litoral Norte de Santa Catarina. Bruno Fabbriani é o CEO e fundador da construtora.
Nesta quarta-feira (3), uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva nas cidades de Porto Belo, Itapema, Joinville, em Santa Catarina, e nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo.
Segundo apontam as investigações da operação “Black Flow“, um grupo econômico, composto por sete empresas principais e uma holding nos Estados Unidos, é suspeito de praticar crimes como organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

Quem é o CEO da B. Fabbriani?
Bruno Fabbriani se descreve como um empreendedor do setor imobiliário que iniciou a carreira em 2007 como corretor de imóveis no Rio de Janeiro.
Em pouco tempo, passou de estagiário a gerente comercial em uma empresa sediada em Salvador, Bahia, onde participou do lançamento e venda de mais de R$ 1,5 bilhão em empreendimentos, as informações são de seu LinkedIn.
Em 2013, atuou na estruturação da área de incorporação de uma construtora no Rio de Janeiro, liderando projetos em Campos dos Goytacazes.
No ano seguinte, Bruno fundou a B. Fabbriani S.A., que, segundo ele, reflete a sua visão de “mercado imobiliário inovador”, focada em “sustentabilidade, acessibilidade e qualidade de vida”.

Operação contra fraude imobiliária de R$ 90 milhões
Segundo o Ministério Público de SC, o suposto esquema consistiria em lançar empreendimentos imobiliários por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPEs) e comercializar as unidades sem o devido registro de incorporação imobiliária, uma exigência legal fundamental.
Estes valores pagos pelos compradores seriam depositados nas contas das SPEs e, em seguida, seriam transferidos para a Sociedade Anônima (SA) do grupo e, finalmente, para as contas pessoais dos investigados.
O dinheiro era supostamente utilizado para custear despesas pessoais de luxo, como pagamento de cartões de crédito e compra de veículos, o que caracterizaria uma “ostentação com dinheiro alheio”.
A investigação apontaria para uma ocultação e pulverização dos valores recebidos, deixando saldos extremamente baixos nas contas das empresas, demonstrando incapacidade operacional para concluir as obras prometidas.
Além disso, recursos de uma SPE estariam sendo utilizados para cobrir gastos de outra, e os investigados estariam assumindo obrigações contratuais fraudulentamente, sem a intenção de cumpri-las.
Das 43 empresas criadas como SPEs, apenas 16 negociavam com clientes, e há registro de que só um empreendimento foi entregue, e apresentaria diversas irregularidades estruturais e não teria a matrícula individualizada.

Sindicato faz alerta contra fraude imobiliária
O Sinduscon Grande Florianópolis emitiu uma nota sobre a operação. No documento, o sindicato alerta os consumidores sobre o risco em ofertas aparentemente vantajosas.
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