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Santa Catarina tem a segunda menor taxa de desocupação do país entre pessoas com ensino superior

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  • Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom -

Santa Catarina tem 1,2% de pessoas com ensino superior desocupadas. É a segunda menor taxa do país. O índice também está abaixo da média nacional, de 3%, e representa ainda cerca da metade da média catarinense desocupada em todos os níveis, de 2,3%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes ao terceiro trimestre de 2025. A pesquisa ainda mostrou que, entre 2015 e 2025, a população ocupada em Santa Catarina com ensino superior quase dobrou, crescendo 97%.

A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), por meio da Diretoria de Políticas Públicas, acaba de lançar uma nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho. O destaque dessa edição é o estudo inédito sobre os Trabalhadores com Ensino Superior em Santa Catarina e comparativos com as demais unidades da Federação e com a média nacional.

A taxa de informalidade entre os trabalhadores com nível superior completo é de 14,1%, diante de uma taxa média estadual de 24,9%. No extremo oposto, estão os trabalhadores sem instrução e com menos de um ano de estudo, que apresentam índice de informalidade de 48,2%.

“Os resultados demonstram a diversidade produtiva de Santa Catarina, capaz de absorver profissionais qualificados, em diferentes setores. A complexidade econômica de nosso estado na produção de bens e serviços de alto valor agregado exige conhecimento e uso de tecnologias sofisticadas”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira. “Reforçam, também, o compromisso do governador Jorginho Mello em investir em políticas públicas que qualificam a mão de obra e ampliam as oportunidades. Seguiremos trabalhando para garantir que cada catarinense tenha acesso à educação de qualidade, oportunidades qualificadas e estabilidade no mercado formal de trabalho”, complementou Fabricio Oliveira.

Crescimento de 97% na última década

Na última década, a população ocupada em Santa Catarina com ensino superior quase dobrou. Conforme a PNAD Contínua, o crescimento foi de 97% entre o terceiro trimestre de 2015 e o mesmo trimestre de 2025. Esse foi o maior patamar de crescimento dos estados das regiões Sul e Sudeste e ficou bem acima da média nacional, de 65%, sob os mesmos critérios. 

A proporção de pessoas ocupadas com ensino superior ou equivalente foi de 27% no terceiro trimestre de 2025. Dessa forma, o estado ocupou a 5ª posição no ranking, atrás apenas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Já em relação à força de trabalho com ensino superior em SC, o crescimento entre o terceiro trimestre de 2024 e o de 2025 foi de 13%. A força de trabalho total em Santa Catarina registrou 4,5 milhões de trabalhadores no terceiro trimestre de 2025. Destes, 1,2 milhão possuem ensino superior completo ou equivalente, ou seja, mais de um quarto do quantitativo no estado.

Além disso, cabe destacar que os trabalhadores com ensino superior em Santa Catarina têm o 5º maior rendimento do país. O rendimento médio de R$6.884,00 no estado fica atrás apenas dos rendimentos no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Menor taxa de desemprego do país

A Seplan acompanha e analisa os indicadores do mercado de trabalho de forma contínua. Cabe ressaltar que no terceiro trimestre de 2025 – último estudo disponível do IBGE/PNADC – o estado registrou taxa de desocupação de 2,3%, empatado com Mato Grosso e muito abaixo da média nacional de 5,6%.

Em suma, os resultados trimestrais da PNAD Contínua revelam redução significativa na taxa de desemprego nos terceiros trimestres dos últimos anos em Santa Catarina. Em 2022, a taxa era de 3,8%, passando para 3,6% em 2023. No trimestre correspondente em 2024, a taxa era de 2,8%, passando para o atual resultado de 2,3% em 2025.

Santa Catarina também se destaca nacionalmente na análise cruzada de indicadores em relação ao mercado de trabalho. O estado apresenta a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. Outro destaque é o baixo percentual de desalentados no estado, de apenas 0,3%, frente aos 2,4% verificados no Brasil. Para completar o cenário favorável, SC tem a menor taxa de informalidade do país, de 24,9%, ao passo que a média nacional atinge 37,8% da população ocupada.

Acesse o Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho para o estudo completo.


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